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Ressuscitados, porém esquecidos!

esquecimento     Quem nunca esqueceu o nome de alguém, a chave do carro ou da porta de sua casa? Imaginem quantos guarda-chuvas são perdidos por ano por serem esquecidos em algum lugar…São tantos os esquecimentos que a própria  memória já se esqueceu de alguns! O interessante é que não esquecemos apenas objetos, como uma chave ou  guarda-chuva, lamentavelmente muitas vezes esquecemos as PESSOAS, e, PESSOAS IMPORTANTES! Fazemos isto até mesmo com os personagens bíblicos!

       Lembramos sempre de Paulo,João ou Abraão,  mas esquecemos de Eunice, Epafras e as talvez irmãs, Trifena e Trifosa! Alguns esquecidos tem histórias extraordinárias, tem papéis extraordinários nas linhas da história da redenção. Um dos melhores exemplos de esquecimento são os “RESSUSCITADOS” do dia em que o SENHOR JESUS morreu. Quando perguntamos sobre ressuscitados, as pessoas logo citam Lázaro, a filha de Jairo, o filho da viúva de Naim; todavia esquecem da RESSURREIÇÃO COLETIVA, aliás, “ÚNICA” ressurreição coletiva já realizada.Já pensou que biblicamente ela é “SINGULAR”, e por ser singular não pode ser ESQUECIDA?

       Vamos ao teste: Em qual livro da Bíblia encontramos tal ressurreição? Quem eram os ressuscitados? O que aconteceu com eles depois da sua ressurreição? Qual é a importância da pequena história dos ressurretos? A primeira resposta é encontrada no evangelho de MATEUS, capítulo 27, versículos 52 e 53. É importante que o leitor, estudioso de teologia perceba que Mateus é o único a mencionar uma história ÚNICA, pois cremos que a passagem é verdadeira, cremos na inerrância das Escrituras. Os detalhes da passagem são extraordinários, pois o texto diz que “muitos corpos de santos” que dormiam (mortos) ressuscitaram!!! Quantos seriam os muitos? Quem sabe 20,30, 50 ou 100? O autor sagrado não nos responde, mas deixa claro que não são poucos, são MUITOS. E quem seriam eles? Mais uma vez o autor sagrado dá um detalhe curioso de teologia, diz que eram “SANTOS”, claro que ele não está dizendo que eles nunca haviam pecado ( ROMANOS 3.10 – 3.23), mas que os tais eram pessoas que criam na vinda do MESSIAS, criam num SALVADOR, criam num REDENTOR dos seus pecados, por isso foram chamados de SANTOS. Notem bem que Mateus tem certeza que eram SANTOS, nenhum incrédulo havia ressuscitado com a morte de CRISTO. Aproveitando o gancho, já perceberam quantos pessoas ressuscitadas na Bíblia eram CRENTES?

       Uma outra coisa importantíssima é pensar na época que os tais santos ressurretos viveram! Seriam eles Abraão, Isaque, Jacó? Quem sabe o justo Abel? Alguns poderiam seguir tal pensamento, mas teríamos que responder uma excelente pergunta: Como as pessoas saberiam que eles eram ressuscitados se viveram em épocas diferentes, épocas bem distantes? Eles não se surpreenderiam com eles quando os vissem, pois seriam como pessoas normais…Quando o texto diz que foram “VISTOS” por muitos, a Palavra de Deus sugere que eram conhecidos das pessoas que os viram.

     Há muitas coisa para se pensar sobre este curioso e misterioso texto! Todavia, é certo que não podemos ESQUECÊ-LO, precisamos estudá-lo e refletir no propósito do ESPÍRITO SANTO em  ter inspirado Mateus a escrever algo que nenhum dos outros escreveram. Não vou prolongar aqui as reflexões, pois transformaríamos o bom em cansativo, muito mais, acabaríamos acelerando demais o que deve ser pensado passo a passo. Em breve voltaremos ao assunto, MAS, alerto, NÃO ESQUEÇA DISSO!

(E.P.P)

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Teologia no Cartão de Natal

Por Rev. Ageu Magalhães

Pense no desenho de um cartão de Natal. O que você vê? A manjedoura, os reis magos, os pastores, José, Maria, o recém-nascido Jesus, a estrela resplandecente, os presentes, os animais… Estas figuras refletem exatamente a história do Natal, certo? Errado. Estudando com atenção os textos que narram o natal de Jesus você vai perceber que a maioria de nós crê em uma versão distorcida do seu nascimento. Versão recebida do Catolicismo Romano e diferente do que encontramos na Bíblia. Vejamos:

Os magos

Magos ou reis magos? Esta é a primeira questão. A tradição católico romana diz que eram “reis magos”, porém, a Bíblia não diz isso. Em nenhum lugar das Escrituras encontramos a expressão “reis magos”. De acordo com Mateus, eles eram apenas, e tão somente, magos (Mt 2.1).

E o que eram os magos naquela época? Magos, ou sábios (como aparece em algumas versões da Bíblia em inglês) eram aqueles que se dedicavam ao estudo das estrelas. Vieram do Oriente, de terras em que a astronomia era praticada, provavelmente dos países que conhecemos hoje sob o nome de Irã e Iraque.

E quantos eram eles? A Bíblia não diz. Diz apenas “uns magos”. Imagina-se três por causa dos três presentes que a criança recebeu (Mt 2.11). Contudo, podem ter sido dois, seis, nove, doze, dezoito, vinte… A tradição oriental cria em doze magos e entre eles os armênios falavam em quinze. Não sabemos. A Bíblia não diz. Não sabemos também os seus nomes. A Igreja Católica os chama de Melchior, Baltazar e Gaspar, porém, sem nenhuma base bíblica.

Vemos que os magos são personagens misteriosos na história de Jesus. Pouco sabemos a respeito deles. O que sabemos é que eles desempenham um papel especial na história de Cristo. Eles mostram que Jesus é o salvador não apenas dos judeus, mas de todos os povos. Ele é digno de toda honra e adoração, por isso a longa viagem e a entrega de presentes tão valiosos.

Estes são os verdadeiros magos (não reis-magos) da história de Cristo. Vamos ver agora outro elemento da história do Natal que também tem sido mal compreendido…

A estrela

Como a estrela que guiou os magos até Jesus é geralmente apresentada? Na maioria das figuras ela é grande e com intenso brilho. Em alguns casos, ela aparece até com uma grande cauda, própria de cometa. Como terá sido esta estrela, na realidade?

O texto de Mateus nos leva a crer que era uma estrela de proporções normais. Os magos somente a identificaram porque eram estudiosos das estrelas. Conheciam os astros celestes e perceberam que aquela estrela era especial. E, de fato, se fosse uma estrela gigantesca, com intenso brilho e fulgor, como geralmente aparece representada, não só os magos a teriam visto, mas também Herodes e todo o povo de Jerusalém. Tamanho astro celeste não passaria despercebido por aquelas terras em que a iluminação vem sempre do céu. Todos iriam atrás da estrela, não só os magos!

Deus falou com os magos por meio de uma linguagem que só eles compreendiam – uma estrela.

E como eles associaram esta estrela ao nascimento de Jesus? Teriam eles acesso às Escrituras para, como os judeus, esperar a vinda do Messias? Conheciam os magos a profecia de Números 24.17? “Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro que ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete.” Ou teriam tido uma revelação mais direta de Deus quanto ao significado desta estrela? Todas as respostas são possíveis, porém, não sabemos qual é a correta. A Bíblia não diz.

O que sabemos, e o que Mateus deixa bem claro no registro bíblico, é que os magos chegaram em Jerusalém com um firme propósito: “… vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo.” (v.2). E eles conseguiram. O verso 11 nos mostra os magos prostrando-se, adorando o menino rei e lhe entregando seus presentes. A estrela, guiada por Deus, os conduziu àquele que é a luz do mundo.

Onde estava Jesus

A nossa última questão é: Onde estava Jesus quando os magos vieram adorá-lo. O que você acha? Na estrebaria? Então leia o versículo 11, de Mateus 2. A resposta correta é: em uma casa.

Quando os magos chegaram em Belém, Jesus não estava mais na manjedoura. Ele estava com seus pais em uma casa. A viagem dos magos foi longa. Meses de percurso. Mais de um ano havia se passado e José e Maria não estavam mais naquela moradia provisória em que Jesus nasceu. Ao contrário do que muitos pensam, quando os magos chegaram, Jesus já tinha mais de um ano de idade. Podemos inferir isso analisando a sangrenta ordem do rei Herodes:

“Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos” (Mt 2.16).

Herodes mandou matar todos os meninos de dois anos para baixo. Mas, por que dois anos? Que cálculo ele fez para chegar a este limite de idade? A resposta está no versículo 7: “Com isto, Herodes, tendo chamado secretamente os magos, inquiriu deles com precisão quanto ao tempo em que a estrela aparecera”; e no final do verso 16: “… de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos”.

A informação que Herodes obteve dos magos, quanto ao aparecimento da estrela, o levou à idade de dois anos para baixo. Exterminando os meninos dentro deste limite de idade, com certeza, o cruel rei atingiria o menino Jesus.

Assim sendo, podemos sugerir que Jesus tinha menos de dois e mais de um ano de idade quando os magos o visitaram. Isto porque, se a informação dos magos levasse Herodes a concluir que Jesus estava com apenas alguns meses de vida, não haveria o porquê de se estipular o limite de dois anos para a chacina. Matando os meninos de um ano para baixo já seria o suficiente para atingir Jesus. Se ele estabeleceu “de dois anos para baixo” é porque Jesus já tinha mais de um ano de idade.

E os pastores? Onde entram nesta história? Entram bem no início dela. Eles foram os primeiros a ver o rei Jesus. Os pastores o encontraram logo após o seu nascimento, ainda na manjedoura (Lc 2.12,16).

Ao contrário do que geralmente aparece desenhado nos cartões de natal, os pastores não viram a estrela e nem se encontraram com os magos. Eles foram ao encontro de Jesus Cristo, o viram, e voltaram glorificando e louvando a Deus (Lc 2.20). Os magos, como vimos, chegaram muito tempo após a vinda dos pastores.

Qual seria, então, a ordem correta dos acontecimentos, de acordo com a Bíblia? Simplificando a história, a ordem seria esta:

1. José e Maria sobem para Belém, a fim de alistarem-se (Lc 2.1-5).

2. Jesus nasce e Maria o deita em uma manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria (Lc 2.6,7)

3. Nos campos, um anjo acompanhado por uma milícia celestial anuncia a uns pastores o nascimento do Salvador (Lc 2.8-14).

4. Os pastores imediatamente vão ver Jesus e o encontram deitado na manjedoura (Lc 2.15-19)

5. Os pastores voltam para os campos glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto (Lc 2.20).

(…) Em algum momento, que só Deus sabe, uma estrela aparece aos magos em algum país ao oriente de Jerusalém.

(…) Os magos iniciam a sua longa jornada.

6. Após meses de viagem, os magos chegam em Jerusalém (Mt 2.1,2).

7. Herodes chama os magos, se informa quanto ao tempo em que a estrela apareceu a eles, e pede aos magos que o avisem assim que encontrarem o rei Jesus (Mt 2.7,8).

8. Os magos partem para Belém (Mt 2.9).

9. Os magos continuam seguindo a estrela e chegam na casa em que está Jesus (Mt 2.9-11).

10. Os magos entram na casa e encontram Jesus com sua mãe. Prostram-se e o adoram. Abrem os seus tesouros e lhe entregam as suas ofertas: ouro, incenso e mirra (Mt 2.11).

11. Em sonho, recebem a advertência de Deus para não voltarem à presença do rei Herodes (Mt 2.12).

12. Os magos regressam, por outro caminho, para a sua terra (Mt 2.12).

13. Em sonho, um anjo do Senhor manda José fugir com Maria e Jesus para o Egito, para escapar das mãos de Herodes (Mt 2.13).

14. José, de noite, toma Jesus e Maria e vai para o Egito (Mt 2.14).

15. Herodes percebe que foi enganado pelos magos e manda matar todos os meninos de Belém e arredores, de dois anos para baixo. Mas Jesus está a salvo, por causa da obediência de José.

A história continua e é bom a lermos sempre para não sermos influenciados pelas versões que encontramos por aí.

Muito tem sido falado sobre Jesus. As informações vêm de todos os lados: da tradição Católica, dos programas de televisão, das revistas e até dos cartões de Natal. Contudo, é necessário que a nossa fonte de informações sobre Cristo seja sempre a Bíblia.

A minha oração é que neste Natal Deus nos ajude a compreender a lição que aqueles magos nos deixaram. Que a nossa disposição para servir a Deus seja como a daqueles homens que não mediram esforços para adorar a Deus. Enfrentaram a distância, os desconfortos e os perigos da viagem para se prostrar perante o Rei Eterno. Que a nossa fé seja firme como a daqueles sábios.

E que, em todos os momentos da nossa vida, nós possamos, como aqueles homens, ter os olhos fixos nos céus. Que o nosso olhar esteja sempre voltado para o alto, para o Rei sublime.

Olhando para os céus, seguiremos a nossa jornada amparados por Deus e sempre na direção correta. Boa viagem.

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Congresso de Teologia, Sociedade e Fé – ADI Tubarão

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O Púlpito e o Punhal

 – Por Cleyton Gadelha

Reconhecendo que é nosso dever, como cristãos, estarmos do mesmo lado, permito-me, entretanto, apontar o dedo contra nós mesmos. Sim, precisamos que alguém, afinal, diga que as armas que estão matando nossa identidade foram gestadas por nossa tolerância autofágica.

É desesperadora a angústia de precisar se agarrar à tentativa de fazer a igreja permanecer em moldes biblicamente concebíveis.

As últimas três décadas foram devastadoras para a igreja no Brasil. À medida que a igreja ia sendo transformada de protestante em “evangélica”, as estatísticas do IBGE embriagaram nossa percepção. Quase ninguém se dava conta que o processo estava apodrecendo a Igreja por dentro. Os fatores que viabilizavam tal crescimento não eram, nem de longe, legítimos como práticas cristãs.

Dos “dentes de ouro” à “Marcha prá Jesus” parte de nossa herança foi extraviada. Sem reflexão teológica, a igreja caiu nas mãos de celebridades da música gospel e de líderes carismáticos que invadiram a mídia, assumindo de forma usurpada, o direito de falarem em nome da Igreja.

A face pública do movimento chamado evangélico parece, como diria Olavo de Carvalho, “uma gigantesca máquina de desentortar banana”. Visibilidade impressionante, mas completamente esvaziado de significado.

O que está aí é estatisticamente impressionante, mas não pode ser celebrado como cristianismo, porque não o é. Um “cristianismo” que não produz impacto moral sobre a sociedade. Um cristianismo que, várias vezes, fica aquém da moral pagã, não foi, evidentemente, esculpido pelo poder santificador do Espírito Santo.

Por outro lado, as denominações históricas, que deveriam ter ancorado o cristianismo no porto da reforma protestante, praticaram crime ainda maior, quando entregaram suas escolas teológicas nas mãos dos liberais.

Seminários protestantes pagaram salários a professores liberais que corromperam a fé dos nossos jovens que, indefesos,foram entregues nas mãos deles para serem “bultmanntizados”, “tilichizados”etc. Esses jovens, depois de quatro anos, eram feitos pastores e, usaram nossos púlpitos como arma letal de desconstrução do cristianismo bíblico. “Quem apóia lobos, sacrifica as ovelhas”. Por isso a história não nos tem por inocente.

Muitas igrejas morreram, e o punhal que as matou foi um púlpito pejado de má teologia.

Batistas, Presbiterianos e todos os históricos, precisamos fazer um “mea – culpa” porque a resposta dos nossos pais ficou muito aquém da necessidade da igreja e, nós, não somos melhores do que os nossos pais, portanto chorar é também nossa parte.

Como Deus sempre tem que salvar o seu povo, porque se dependesse de nós, seu plano seria de todo extraviado, mais uma vez está Ele vindo em nosso socorro.

É encorajador ver algo novo, burbulhante, se movendo como um broto emergindo de um toco queimado. Há uma força que não se deterá por ser pequena. O Senhor já começou sua reação. Há um vigoroso despertamento das igrejas do Brasil rumo às Doutrinas da Graça.

O mote dos anos 70/80 era: Doutrina não! Doutrina divide! Esse bordão enganoso está sendo substituído no coração de um remanescente que começa a bradar nos púlpitos e nas redes sociais, em acampamentos e em conversa de mesa: Doutrina sim! Teologia Sim! E que sejam aquelas velhas doutrinas que mudaram a Igreja e o mundo no século 16. Como disse Marcos Granconato: “Teologia é como vinho, quanto mais velha melhor”.

Palavras como Wittenberg, Genebra, Dort, Westminster, Puritanos, Credo, impronunciáveis há alguns anos, compõem agora a falação da galera jovem e dos veneráveiss anciãos de nossas igrejas. A hora da virada chegou!
Deus está visitando a igreja no Brasil para reesculpir sua face com o cinzel da virilidade bíblica e da pujança dos reformadores que batalharam pela fé dos santos sem jamais desfalecerem.

Fonte: http://www.blogfiel.com.br/2011/10/o-pulpito-e-o-punhal.html

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O mau ensino é uma praga que devasta a boa saúde da igreja!

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A teologia do farelo…

    Infelizmente vivemos numa época em que há muita “teologia do farelo”!!! Mas o que é teologia do farelo? A teologia do farelo é aquela teologia que olha a migalha, mas é incapaz de olhar o pão inteiro. A teologia do farelo olha um versículo, mas não olha o contexto. É aquele velho e mau costume de fazer doutrina ou sermão baseado apenas em um versículo, e pior ainda, é achar que isso é de Deus. Não nego que seja possível pregar lendo apenas um versículo, mas antes os pregadores precisam ler de maneira séria o contexto, para que não haja a utilização do texto sagrado apenas fala servir de pretexto.

     Vamos meditar em alguns exemplos, assim como  no evangelho de João 3.16, que assim nos diz: ” Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Logo alguns irão citar que Jesus estaria dizendo que a salvação é estendida para “todos”, pois, “Deus amou o mundo”. Mas é isso que Jesus está ensinando? É isso que o evangelho de João está ensinando? Ou na verdade é mais cômodo ensinar assim? Legal seria que fosse assim, mas o negócio é mais sério, e Jesus nunca quis esconder a verdade de ninguém…

     Veja bem, você sabe com quem Jesus está conversando quando cita este versículo? Alguns sequer sabem o contexto menor, imagine o maior…Para quem ele disse isso? O que Jesus havia afirmado antes deste versículo? O que ele afirma depois? O que todo o evangelho de João afirma? Tudo leva a crer que Jesus estaria dizendo que a salvação é estendida para todo o MUNDO?

     Observe que a conversa não começa isoladamente em João 3.16, mas sim, desde João 3.1, onde Jesus inicia uma conversa com Nicodemos, mestre da lei, que havia procurado Jesus a noite, para conversar sobre os feitos de Jesus. E Jesus começa a explicar sobre as questões espirituais, falando que é impossível que alguém entre no reino de Deus sem “TER NASCIDO DE NOVO”, observe João 3.5!!! Neste ponto surge uma pergunta bem interessante, feita por Nicodemos e estendida a todos nós: COMO PODEMOS NASCER DE NOVO? É por acaso possível que por nós mesmos possamos nascer de novo espiritualmente? Como um morto espiritual pode nascer de novo (Efésios 2.1)?

     O mais duro é que Jesus diz para Nicodemos que o vento sopra “ONDE QUER”, não “ONDE QUEREM”!!! O que ele queria dizer com isso? Por acaso não quer dizer que Deus faz nascer de novo, quem ele quer? Fica claro se observarmos o  versículo 8, quando Jesus faz uma afirmação muito dura para Nicodemos. Quem seria o homem ideal para nascer de novo, se isso dependesse da nossa própria vontade? Claro que o próprio Nicodemos…Mas onde você encontra que Jesus diz: “DEPENDE DE VOCÊ NICODEMOS”? Jesus poderia dizer aquele homem, você é mestre, sabe bastante, agora por sua vontade, creia.

     Olhe num contexto maior, como João 1.12, onde o evangelho  fala que filhos de Deus são aqueles que crêem no nome de Jesus. Todavia observe com atenção o versículo que vem logo abaixo do mesmo, que nos diz: “…os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, NEM DA VONTADE DO HOMEM, mas de Deus”. Por qual razão João estaria afirmando tal coisa, senão por causa da condição do homem, morto espiritualmente? Caso ainda não seja suficiente, olhe para João 6.37, 6.44 e 6.65, onde todos os versículos apontam que,  para um homem ir até Jesus, é preciso da ação de Deus.

     Bom é notar também o texto de João 17.9, que vem como um soco no estômago, pois Jesus ora e diz: É por eles que eu rogo; não rogo pelo MUNDO, mas por aqueles que me deste, porque são teus; – O que falar disso?Jesus não quer salvar o mundo? Mas se ele quer salvar o mundo, porque não roga pelo mundo? E porque diz que está rogando apenas por aqueles que o Pai lhe deu?

     Sei que muitas perguntas irão surgir, mas não faça a teologia do farelo, busque olhar para o pão!

     Pr. Edson do Prado Padilha

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Caos teológico

É bem verdade, a palavra que define a atualidade é: “caos teológico”.

Um verdadeiro analfabetismo teológico…

Será que Lutero, Calvino e outros reformadores precisam ressuscitar para fazerem uma nova Reforma?

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