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Frase de Hernandes Dias Lopes.

Frase de Hernandes Dias Lopes

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Pentecoste

– Por Rev. Rolnaldo Lidório

Revestimento de poder para a pregação de Cristo

O Pentecoste, em Atos 2, foi possivelmente a experiência mais fascinante e transformadora da Igreja após a ressurreição de Cristo. O Espírito Santo é a pessoa central neste capítulo e Lucas é justamente o autor que mais o menciona nos Evangelhos. Naquele momento o Espírito Santo, prometido e proclamado diversas vezes por Jesus, veio sobre a Igreja e esta se viu inundada por línguas como de fogo, som de vento fortíssimo, irmãos e irmãs falando em outras línguas. Havia uma impressionante e inenarrável presença de Deus e o fato histórico é que esta Igreja jamais foi a mesma. Tornou-se audaciosa, comprometida e fiel a Jesus. Produziu discípulos dispostos a viver e a morrer por Cristo.

Pela tradição cristã Tiago[i], irmão de João, pregou a muitos gentios a partir de Jerusalém. Tomé evangelizou os pártios, medos e persas, além dos carmânios, hircânios, báctrios e mágios vindo a morrer em Calamina na Índia. Até nossos dias há no sul da Índia a Igreja de São Tomas, com referencia a Tomé. Simão, irmão de Judas e Tiago, evangelizou os egípcios no tempo do Imperador Trajano. Simão, o apóstolo, pregou a Cristo na Mauritânia e norte da África. Marcos evangelizou o Egito onde foi martirizado em Bucolus. Bartolomeu também chegou até a Índia e traduziu para uma de suas línguas o evangelho segundo Mateus, vindo a morrer na Armênia. André chegou com o evangelho até a região da atual Rússia e pregou aos cítios além de testemunhar aos etíopes. Mateus também evangelizou a Etiópia e o Egito vindo a ser morto por Hircano. Felipe padeceu pregando o evangelho em Hierápolis, na Frigia. Através dos cristãos anônimos o evangelho chegou também até a Acaia, toda a Ásia, entrou nos mais distantes redutos bárbaros, impactou a Macedônia e remotas regiões da África central.

Segundo a ONU[ii] dominicalmente mais de 1 bilhao de pessoas, ao redor do mundo, em nossos dias, reúne-se em templos, casas e escolas, cultuando a Jesus. Isto jamais seria possível sem o derramar do Espírito encharcando a Igreja de Cristo com o poder do Alto para a pregação a qual, em diversas ocasiões, implicaria em perseguição, renúncia e por vezes martírio.

Podemos observar, portanto, o Pentecoste do ponto de vista da própria Igreja: agora revestida de poder, preparada para a batalha, com profundo espírito de adoração e louvor. Porém podemos também observá-lo do ponto de vista da missão.

Justamente nesta época do Pentecoste estavam reunidos em Jerusalém os chamados Judeus da dispersão (2:5) os quais habitavam mais de 14 diferentes regiões e certamente conheciam e usavam diversas línguas gentílicas. O Espírito dá-se ao trabalho de inspirar Lucas para registrar que estes eram “partos, medos e elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia; da Frígia e Panfília, do Egito e das regiões da Líbia nas imediações de Cirene, e Romanos que aqui residem, tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios…”(v 9-11).

Em um espetáculo de comunicação transcultural o Espírito fez com que cada um ouvisse “as grandezas de Deus” em sua própria língua materna (v 8). Certamente Deus havia preparado as circunstâncias para o primeiro testemunho transcultural da Igreja revestida e penso que o Senhor queria enfatizar que:

1. A descida do Espírito Santo não aconteceu apenas como uma experiência para a edificação do seu povo – A Igreja não foi chamada apenas à adoração;

2. A primeira ação do Espírito Santo na Igreja ainda durante o Pentecoste foi lhes impelir ao testemunho falando das grandezas de Deus – Missão é resultado da ação do Espírito;

3. Este primeiro testemunho da Igreja revestida foi ao mesmo tempo local e transcultural; feito em línguas gentílicas para homens e mulheres de perto e também para aqueles dispersos em países remotos entre povos não alcançados – Igreja é uma comunidade sem fronteiras;

4. O “até aos confins da terra” era o alvo de Deus para Sua Igreja após o “recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo” – Deus preparava uma Igreja missionária.

Ao olharmos para um igreja local ou movimento missionário hoje não devemos nos impressionar com seus grandes congressos, renomados pregadores ou suntuosas construções. Estes são efeitos humanos. Devemos nos impressionar, sim, pela sua real experiência com Deus, perseverante caminhada na fé e desejo obstinado de falar de Jesus. Estes são os efeitos do Pentecoste.


[i] Segundo Clemente – Livro dos Mártires, John Foxe, pp17

[ii] Relatório anual de disposição religiosa 2002

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O Espírito Santo e as Missões

– Por Rev. Ronaldo Lidório

Neste artigo pensaremos juntos sobre a relação do Espírto Santo com a obra missionária, a clara ligação entre Sua manifestação em Atos 2 e Atos 13 e a promoção da evangelização aos de perto e aos de longe.
Se olharmos o panorama mundial da Igreja evangélica perceberemos que o crescimento evangélico foi 1.5 % maior que o Islã na ultima década. O Evangelho já alcançou 22.000 povos nestes últimos 2 milênios. Temos a Bíblia traduzida hoje em 2.212 idiomas. As grandes nações que resistiam o Evangelho estão sendo fortemente atingidas pela Palavra, como é o caso da Índia e China, que em breve deverão hospedar a maior Igreja nacional sobre a terra. Um movimento missionário apoiado pela Dawn Ministry plantou mais de 10.000 igrejas-lares no Norte da Índia na última década, em uma das áreas tradicionalmente mais fechadas para a evangelização. No Brasil menos evangelizado como o sertão nordestino, o norte ribeirinho e indígena, e o sul católico e espírita, vemos grandes mudanças na última década, com nascimento de novas igrejas, crescimento da liderança local e um contínuo despertar pela evangelização. No Brasil urbano a Igreja cresceu 267% nos últimos 10 anos. Apesar dos diversos problemas relativos ao crescimento e algumas questões de sincretismo que são preocupantes no panorama geral, vemos que o Evangelho tem entrado nos condomínios de luxo de São Paulo e nos vilarejos mais distantes do sertão, colocando a Palavra frente a frente com aquele que jamais a ouvira antes. Há um forte e crescente processo de evangelização no Brasil.

Duas perguntas poderiam surgir perante este quadro: qual a relaçao entre a expansao do Evangelho e a pessoa do Espírito Santo ? E quais os critérios para uma Igreja, cheia do Espírito, envolver-se com a expansão do Evangelho do Reino ?

Em uma macro-visão creio que esta relação poderia ser observada em três áreas distintas, porém, interrelacionadas: a essência da pessoa do Espírito e Sua função na Igreja de Cristo; a essência da pessoa do Espírito e Sua função na conversão dos perdidos; e por fim a clara ligação entre os avivamentos históricos e o avanço missionário.

A essência da pessoa do Espírito e sua função na Igreja de Cristo.

Em Lucas 24 Jesus promete enviar-nos um consolador, que é o Espírito Santo, e que viria sobre a Igreja em Atos 2 de forma mais permanente. Ali a Igreja seria revestida de poder. O termo grego utilizado para ‘consolador’ é ‘parakletos’ e literalmente significa ‘estar ao lado’. É um termo composto por duas partículas: a preposição ‘para’ – ao lado de – e ‘kletos’ do verbo ‘kaleo’ que signfica chamar. Portanto vemos aqui a pessoa do Espírito, cumprimento da promessa, habitando a Igreja, estando ao seu lado para o propósito de Deus.

Segundo John Knox a essência da função do Espírito Santo é estar ao lado da Igreja de Cristo, fazê-la possuir a Face de Cristo e espalhar o Nome de Cristo. Nesta percepção, O Espírito Santo trabalha para fazer a Igreja mais parecida com seu Senhor e fazer o nome do Senhor da Igreja conhecido na terra.

A essência da pessoa do Espírito e sua função na conversão dos perdidos.

Cremos que é o Espírito Santo quem convence o homem do seu pecado.
O homem natural sabe que é pecador porém apenas com a intervenção do Espírito ele passa a se sentir perdido. Há uma clara, e funcional, diferença entre sentir-se pecador e sentir-se perdido. Nem todo homem convicto de seu pecado possui consciência de que está perdido, portanto, necessitado de redenção. Se o Espírito Santo não convencer o homem do pecado e do juizo, nossa exposição da verdade de Cristo não passará de mera apologia humana.

A Igreja plantada mais rapidamente em todo o Novo Testamento foi plantada por Paulo em Tessalônica. Ali o apóstolo pregava a Palavra aos sábados nas sinagogas e durante a semana na praça e o fez durante 3 semanas, nascendo ali uma Igreja. Em 1º Tess. 1:5 Paulo nos diz que o nosso evangelho não chegou até vos tão somente em palavra (logia, palavra humana) mas sobretudo em poder (dinamis, poder de Deus), no Espírito Santo e em plena convicção (pleroforia, convicção de que lidamos com a verdade).

O Espírito Santo é destacado aqui como um dos três elementos que propiciou o plantio da igreja em Tessalônica. Sua função na conversão dos perdidos, em conduzir o homem à convicção de que é pecador e está perdido, sem Deus, em despertar neste homem a sede pelo Evangelho e atraí-lo a Jesus é clara. Sem a ação do Espírito Santo a evangelização não passaria de apologia humana, de explicações espirituais, de palavras lançadas ao vento, sem público, sem conversões, sem transformação.

A clara ligação entre os avivamentos históricos e os movimentos missionários.

Se observarmos os ciclos de avivamentos perceberemos que a proclamação da Palavra torna-se uma consequência natural desta ação do Espírito. Vejamos.

Fruto de um avivamento, a partir de 1730 John Wesley durante 50 anos pregou cerca de 3 sermões por dia, a maior parte ao ar livre, tendo percorrido 175.000 km a cavalo pregando 40.000 sermões ao longo de sua vida.

Fruto de um avivamento, em 1727 a Igreja moraviana passa a enviar missionários para todo o mundo conhecido da época, chegando ao longo de 100 anos enviar mais de 3.600 missionários para diversos países.

Fruto de um avivamento, em 1784, após ler a biografia do missionário David Brainard, o estudante Wiliam Carey foi chamado por Deus para alcançar os Indianos. Após uma vida de trabalho conseguiu traduzir a Palavra de Deus para mais de 20 línguas locais e sua influência permanece ainda hoje.

Fruto de um avivamento, em 1806 Adoniram Judson tem uma forte experiência com Deus e se propõe a servir a Cristo, indo depois para a Birmânia, onde é encarcerado e perseguido durante décadas, mas deixa aquele país com 300 igrejas plantadas e mais de 70 pastores. Hoje, Myamar, a antiga Birmânia, possui mais de 2 milhões de cristãos.

Fruto de um avivamento, em 1882 Moody pregou na Universidade de Cambridge e 7 homens se dispuseram ao Senhor para a obra missionária e impactaram o mundo da época. Foram chamados “os 7 de Cambridge”, que incluía Charles Studd (sua biografia publicada no Brasil chama-se “O homem que obedecia”). Foi para a África, percorreu 17 países e pregou a mais de meio milhão de pessoas. Fundou A Missão de Evangelização Mundial (WEC International) que conta hoje com mais de 2.000 missionários no mundo.

Fruto de um avivamento, em 1855 Deus falou ao coração de um jovem franzino e não muito saudável para se dispor ao trabalho transcultural em um país idólatra e selvagem. Vários irmãos de sua igreja tentavam dissuadí-lo dizendo: “para que ir tão longe se aqui na América do Norte há tanto o que fazer ?” Ele preferiu ouvir a Deus e foi. Seu nome é Simonton (1833-1867) que veio ao nosso país e fundou a Igreja Presbiteriana do Brasil.

Fruto de um avivamento, em 1950 no Wheaton College cerca de 500 jovens foram chamados para a obra missionária ao redor do mundo. E obedeceram. Dentre eles estava Jim Elliot que foi morto tentando alcançar a tribo Auca na Amazônia em 1956. A partir de seu martírio houve um grande avanço missionário em todo o mundo indígena, sobretudo no Equador. Outro que ali também se dispôes para a obra missionária foi o Dr Russel Shedd que é tremendamente usado por Deus em nosso país até o dia de hoje.

Tendo em mente, nesta macro-estrutura, os três níveis de relação entre o Espírito Santo e as Missões, podemos observar alguns valores bíblicos sobre este tema, revelados em Atos 2, durante o Pentecoste.

O Pentecoste e as Missões

O Espírito Santo é a pessoa central no capítulo 2 de Atos e Lucas é justamente o autor sinóptico que mais fala sobre Ele utilizando expressões como “ungido” pelo Espírito, ou “poder” do Espírito ou ainda “dirigido” pelo Espírito (Lc 3:21; 4:1, 14, 18) demonstrado que na teologia Lucana o Espírito Santo era realmente o ‘Parakletos’ que viria.

O Pentecoste, dentre todas as festas judaicas, era, segundo Julius, o evento mais frequentado e acontecia sob clima de reencontros já que judeus que moravam em terras distantes empreendiam nesta época do ano longas jornadas para ali estar no quinquagésimo dia após a páscoa.

Chegamos ao momento do Pentecoste. Fenômenos estranhos aos de fora e incomuns à Igreja aconteceram neste momento e a Palavra os resume falando sobre um som como “vento impetuoso” (no grego ‘echos’, usado para o estrondo do mar); “línguas como de fogo” que pousavam sobre cada um, “ficaram cheios do Espírito Santo” e começaram a falar “em outras línguas”. Lucas fecha a descrição do cenário com a expressão no verso 4: “segundo o Espírito lhes concedia”.

Outras línguas. O texto no versículo 4 utiliza o termos eterais glossais para afirmar que eles falaram em outras glosse , línguas, expressão usada para línguas humanas, idiomas. Mas, a fim de não deixar dúvidas, no versículo 8, o texto nos diz que cada um ouviu em sua “própria língua” usando aqui o termo dialekto que se refere aos dialetos ali presentes. As línguas faladas, e ouvidas, portanto eram línguas humanas e não línguas angelicais, neste texto em particular, no Pentecoste. Mas onde ocorreu o milagre? Naquele que falou ou nos ouvidos dos que ouviram ? É possivel que tenha sido nos ouvidos dos que ouviram pois a mensagem, pregada, foi compreendida idia dialekto – no próprio dialeto de cada um. O certo, porém, é que Deus atuou sobrenaturalmente a fim de que a mensagem do Cristo vivo fosse compreendida, clara e nitidamente, por todos os ouvintes.

Em meio a este momento atordoante (vento, fogo, som, línguas) o improvável acontece. Aquilo que seria apenas uma festa espiritual interna para 120 pessoas chega até as ruas. O caráter missiológico do evangelho é exposto. O Senhor com certeza já queria demonstrar desde os primeiros minutos da chegada definitiva do Espírito sobre a Igreja que este poder – dinamis de Deus – não havia sido derramado apenas para um culto cristão restrito, a alegria íntima dos salvos ou confirmação da fé dos mártires.

O plano de Deus incluía o mundo de perto e de longe em todas as gerações vindouras e nada melhor do que aquele momento do Pentecoste quando 14 nações, ali presentes e, no meio desta balbúrdia da manifestação de Deus, cada uma – milaculosamente – passou a ouvir o Evangelho em sua própria língua.

Era o Espírito Santo mostrando já na sua chegada para o que viria: conduzir a Igreja a fazer Cristo conhecido na terra. Em um só momento Deus fez cumprir não apenas o “recebereis poder” mas também o “sereis minhas testemunhas”. A Igreja revestida nasceu com uma missão: testemunhar de Jesus.

Daí muitos se convertem e a Igreja passa de 120 crentes para 3.000, e depois 5.000. Não sabemos o resultado daqueles representantes de 14 povos voltando para suas terras com o Evangelho vivo e claro, em sua própria língua, mas podemos imaginar o quanto o Evangelho se espalhou pelo mundo a partir deste episódio. Certamente o primeiro grande movimento de impacto transcultural da Igreja revestida.

No verso 37 lemos que, após o sermão de Pedro, em que anuncia Cristo, “ouvindo eles estas coisas, compugiu-se-lhes o coração” e o termo usado aqui para compungir vem de katanusso, usado para uma “forte ferroada” ou ainda “uma dor profunda que faz a alma chorar”. A Palavra afirma que “naquele dia foram acrescentadas quase três mil almas”. O Espírito Santo usando o cenário do Pentecoste para alcançar homens de perto e de longe.

Podemos retirar daqui algumas conclusões bem claras. Uma delas é que a presença do Espírito Santo leva a mensagem para as ruas, para fora do salão e alcança apenas pelos quais o sangue de Cristo foi derramado. Desta forma é questionável a maturidade espiritual de qualquer comunidade cristã que se contente tão somente em contemplar a presença do Senhor. A presença do Espírito, de forma genuína, incomoda a Igreja a sair de seus templos e bancos. A Não se contentar tão somente com uma experiência cúltica aos domingos. A procurar, com testemunho Santo e uso da Palavra de Deus, fazer Cristo conhecido aos que estão ao seu redor.

Havia naquele lugar, ouvindo a Palavra de Deus através de uma Igreja revestida de Poder pelo Espírito Santo, homens de várias nações distantes, judaizantes, além de judeus de perto, que moravam do outro lado da rua. De terras distantes, o texto, Atos 2: 9 a 11, registra que havia “nós, partos, medos, e elamitas; e os que habitamos a Mesopotâmia, a Judéia e a Capadócia, o Ponto e a Ásia, a Frígia e a Panfília, o Egito e as partes da Líbia próximas a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes-ouvímo-los em nossas línguas, falar das grandezas de Deus”. Uma Igreja revestida da Espírito deve abrir seus olhos também para os que estão longe, além barreiras, além fronteiras, nos lugares improváveis, onde Cristo gostaria que fôssemos.

Que efeitos objetivos na construção do caráter da Igreja produziu a presença marcante e transformadora do Espírito ?

A ação do Espirito Santo não produz uma Igreja enclausurada

Esta Igreja cheia do Espírito Santo passa a crescer onde está e em Atos 8 o Senhor a dispersa por todos os cantos da terra. E diz a Palavra que, “os que eram dispersos iam por toda parte pregando a Palavra”. Vicedon nos ensina que uma Igreja cheia do Espírito é uma igreja missionária, proclamadora do Evangelho, conduzida para as ruas.

A ação do Espírto Santo não produz uma Igreja segmentada

Após a ação do Espírito sobre os 120, depois 3.000, depois 5.000, não houve segmentação, divisão, grupinhos na comunidade. Certamente eles eram diferentes. Alguns preferiam adorar a Deus no templo, outros de casa em casa. Alguns mais formais, judeus e judaizantes, outros bem informais, gentios. Alguns haviam caminhado com Jesus. Outros não o conheceram tão de perto. Mas esta Igreja possuía um só coração e alma, como resultado direto do Espírito Santo. Competições, segmentações, grupinhos, portanto, são uma clara demonstração de carnalidade e necessidade de busca de quebrantamento e entrega a ação do Espírito na vida da Igreja.

A ação do Espírito Santo não produz uma Igreja autocentrada

Certamente uma Igreja que havia experimentado o poder de Deus, de forma tão próxima e visível, seria impactada pelo sobrenatural. Porém, quando a ação sobrenatural é conduzida pelo Espírito Santo a única pessoa que se destaca é Jesus, a única pessoa exaltada é Jesus, a única que aparece com louvores é Jesus. Esta Igreja que experimentou o Espírito no Pentecoste passa, de forma paradoxal, a falar menos de sua própria experiência e mais da pessoa de Cristo. O egocentrismo eclesiástico não é compatível com as marcas do Espírito.

Creio, assim, que nossa herança provinda do Pentecoste precisa nos levar a sermos uma Igreja nas ruas (não enclausurada), uma Igreja Cristocêntrica com amor e tolerância entre os irmãos (não segmentada ou partidária), uma Igreja cuja bandeira é Cristo, não ela mesma (não egocêntrica), e por fim uma Igreja proclamadora, que fala de Cristo perto e longe. Que as marcas do Pentecostes continuem a se manifestar entre nós.

Fonte: http://www.ronaldo.lidorio.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=89&Itemid=26

 

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Dica de livro sobre o Espírito Santo

Autor – Abraham Kuyper

Editora – Cultura Cristã

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Deus abate o soberbo!

     As vezes achamos que Satanás só nos tenta aparecendo como um bicho horrível, com rabo e um tridente nas mãos. Pensamos que ele fala com uma voz horrível e assustadora, tudo isso para provar que ele é mau. No entanto, engana-se aquele que pensa que ele aparece de forma assustadora em todas as suas tentações. Satanás é muito astuto e não é bobo, sabe que precisa tentar de forma que engane e não assuste os simplórios pecadores, que somos todos nós. (Romanos 3.23)

     Uma das maiores tentações é levar o homem a achar que as coisas espirituais são compreendidas pela própria capacidade humana, pela própria inteligência, como se entender as coisas de Deus dependesse da nosso próprio raciocínio humano. As igrejas estão lotadas de pessoas que muitas vezes acham que sabem mais do que as outras, acham que compreendem melhor as questões espirituais, pois acham que o Sr. Simples,  lá da roça, não é capaz de entender assim como o Sr. Intelectual, lá da cidade grande, que fez muitas faculdades e fala vários idiomas. Tanto é que muitos desprezam as pregações quando pessoas simples são chamadas para pregar. Ficam observando a falta dos “s”, enquanto esquecem da graça!

     É por isso que Deus abate o soberbo, é por isso que as Sagradas Escrituras esmigalham qualquer tipo de mérito humano em relação ao entendimento das coisas sagradas. A Bíblia aponta para o alto, aponta para Deus, como autor e consumador do próprio entendimento. Isso não depende da capacidade humana, caso contrário todos os cientistas seriam cristãos, todos os filósofos creriam em Cristo como Senhor e Salvador das suas vidas. Mas a maioria crê? Pare e pense…

     Deus abate o soberbo dizendo através do apóstolo Paulo: ” Não há quem entenda, não há quem busque a Deus”! (Romanos 3.11) – Perceba que as Escrituras deixam bem claro que não há quem entenda por si mesmo a Deus! Paulo sabia disso, pois ele mesmo não compreendeu Jesus, foi Jesus quem apareceu para ele no caminho de Damasco e perguntou por qual razão Paulo o estava perseguindo. Não foi o apóstolo Paulo, por seus estudos e reflexões que chegou ao entendimento de Jesus, mas sim, Deus quem escolheu revelar a Paulo sobre a sua graça. ( Gálatas 1.15-17)

     Note o que o mesmo apóstolo Paulo fala para os coríntios, povo considerado na época como o mais inteligente, mais sábio. Corinto ficava e fica na Grécia, berço da filosofia. Os gregos chegaram a construir um gigantesco templo para a deusa Atenas, que na concepção deles, era a deusa da sabedoria. Mas quem é realmente o Deus da sabedoria espiritual? O Deus de Israel ou Atenas? (I Coríntios 1.26-29)

     Para que ele deixasse claro que o homem não entende Deus por si só, escreveu aos gregos dizendo: ” Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação”. ( I Coríntios 1.21) – De quem é o mérito? Há algum mérito por nossa própria capacidade humana? Como podemos ser soberbos diante de tais afirmações? A honra e a glória pertencem a Deus, não a nossa soberba.

     Veja mais o que diz Paulo: ” Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as cousas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus”. (I Coríntios 2.10) – Percebeu quem Paulo diz que nos revela sabedoria? Nós mesmo ou o Espírito de Deus? Como podemos achar que por nós mesmos conhecemos uma vírgula das coisas celestiais? Quando achamos que é por nós mesmos, estamos nos deixando cair na tentação do sagaz Satanás que nos faz achar que somos capazes por si mesmos.

     A glória de Deus não pode ser roubada, a glória do Deus Espírito Santo não pode ser roubada, todo entendimento espiritual é gerado por ele. Somos incapazes de compreender sem a ação poderosa dele. Note o que o nosso Senhor Jesus nos falou no evangelho de João: ” Tenho muito ainda que vos dizer, mas vós não podeis suportar agora; quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o tiver ouvido e vos anunciará as cousas que hão de vir.” ( João 16.12,13) – Quem Jesus diz que nos conduz a verdade? Nossa inteligência ou o Espírito Santo?

     Não roubemos a glória do Espírito Santo. Deus abate nossa soberba… Louve a Deus, pois foi ele quem nos  deu entendimento espiritual.

     SOLI DEO GLÓRIA

     Pr. Edson do Prado Padilha

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Frase de Leonard Ravenhill

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A salvação depende de nós…

     Muitas pessoas acabam confundindo o que as Sagradas Escrituras nos falam, acham uma coisa, sendo outra completamente. Um dos assuntos mais distorcidos, é justamente sobre o mais importante, a salvação. Todo bom estudioso acaba descobrindo que a salvação depende de nós…

     Depende de nós entendermos que todos os homens estão diante de Deus como pecadores (Romanos 3.23), portanto, todos são culpados e merecem ir para o inferno, não há nenhum que escape desta condição, pois, o pecado entrou por um homem, passando a todos os outros ( Romanos 5.12).

     Depende de nós entendermos que nenhum homem tem a capacidade de buscar a Deus, pois, nos encontramos numa situação de mortos espirituais diante de Deus, portanto, não temos nenhum movimento em relação a buscarmos a Deus. Não somente mortos, mas, cegos, pobres, nus e desgraçados, ou seja, sem a boa graça de Deus sobre nós. (Romanos 3.11 – Efésios 2.1 – Efésios 2.5 – Efésios 2.8)

     Depende de nós entendermos que o próprio entendimento sobre as coisas espirituais não pode vir pelo nosso próprio entendimento, pois, somos incapazes de compreender as questões espirituais se Deus não nos iluminar através do seu Santo Espírito. Leia os seguintes versículos e reflita: Mateus 16.17 – Romanos 3.11 – I Coríntios 2.14-16.

     Depende de nós compreendermos que somente o Cordeiro Santo de Deus pode tirar o pecado do mundo, somente ele, santo e sem defeito poderia ser oferecido como sacrifício. Sacrifício que perdoaria para sempre o pecado dos eleitos de Deus, eleitos que o próprio Deus justificaria através de Jesus. (João 1.29 – Romanos 5.9)

     Quem quiser dizer que a salvação depende de nós, só poderá usar os seguintes textos para provar, pois todos os outros textos sagrados ensinam que a salvação é um ato absoluto de Deus. Somente estes textos podem dar uma base para que digamos que a salvação depende também do homem, seguem: Lucas 1.92 – João 3.43 – Efésios 7.3 – Romanos 1.78 – Apocalipse de Tomé 60.82.

     A salvação depende de nós nos aquietarmos e sabermos que somente Deus é capaz de nos tirar da condição de perdidos!

SOLI DEO GLORIA

Pr. Edson do Prado

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Frase sobre a realidade da pregação!

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A Bíblia cantada! Extremamente tocante, emocionante.

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Espírito Santo ou espírito santo?

     Como diria o narrador de futebol: Pelas barbas do profeta! Não dá para acreditar em tantas aberrações em nome do Espírito Santo. Aberrações que assustam até a pessoa mais tranquila do mundo. Cada dia o show de invenções aumenta, pois, quando o novo se torna velho, é preciso renovar a INVENÇÃO ou poderíamos dizer, ABERRAÇÃO?

     Em nome do Espírito Santo são realizadas as mais estranhas práticas, tais como: receber obturação de ouro, imitar animais (unção do animal), vomitar santo, rir sem parar (unção do riso), cair no espírito, e assim vai…Tais realizações são do Espírito Santo ou “espírito santo”? Temos uma ação do Espírito Santo verdadeiro ou um genérico na área? Não é por acaso que o apóstolo João escreveu: ” Amados, não DEIS CRÉDITO a qualquer espírito; antes, PROVAI os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora”. (I João 4.1)

      Quando olhamos para a Bíblia, descobrimos muitas verdades sobre o Espírito Santo, que são de longe, diferentes desta bagunça que se espalha pelos quatro cantos da Terra! Pegue a sua Bíblia e confira, quando Jesus diz que o Espírito Santo é o Espírito da verdade! Mas o que isso quer dizer? Graças a Deus que os verdadeiros escolhidos de Deus não podem permanecer no engano, são direcionados às verdades de Deus. (João 14.17) – Compare com o versículo de João 16.13! Note que Jesus não fala nada sobre as “unções” dos nossos dias.

      O Espírito Santo é chamado de Consolador, ensinador e remédio contra as amnésias espirituais. (João 14.26) – É chamado de convencedor do pecado, pois senão, o homem permaneceria com um coração de pedra. (João 16.8) –

      Note que no livro de Atos dos apóstolos, o verdadeiro Espírito Santo é prometido para que as pessoas “TESTEMUNHEM DE JESUS” e não,  para terem a “unção do paletó, riso, animal” ou qualquer outro absurdo! (Atos 1.8) – Leia todo o livro de Atos e perceba como o Espírito Santo verdadeiro age, sempre levando os cristãos  a testemunharem sobre Jesus, assim como Jesus mesmo havia prometido. Leia por exemplo em Atos 8.29, quando o Espírito Santo verdadeiro orienta Felipe a aproximar-se do carro do eunuco, mas, para quê? A resposta logo é encontrada em Atos 8.34-35!

     Outro bom exemplo está em Atos 13.2, veja o que o Espírito Santo verdadeiro diz: “Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra que os tenho chamado.” Mas, qual seria esta obra? Caso o leitor siga lendo Atos, logo encontrará no capítulo 13 mesmo, 13.4-43. Perceba que os apóstolos são direcionados a falarem de Jesus! Isso ocorre em todo o livro, em todas as pregações o Espírito Santo leva  ao testemunhar de Jesus.

     Cuidado com as INOVAÇÕES, cuidado mesmo! A maioria são apenas fruto de imaginações distantes da verdade bíblica! INOVAÇÕES que servem apenas para “atrair”, nunca para ensinar a verdade! Seja um crente de Beréia! ( Atos 17.11)

     Soli Deo Glória!

     Pr. Edson do Prado Padilha

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