Simonton: Sua missão, sua dor e seu testemunho!

Morro do Castelo, domingo 19 de junho de 1864.

     Nossa primeira filha acaba de nascer às onze horas, e já se passaram vinte e cinco minutos. Deus seja louvado por sua bondade. Ouviu, e respondeu as nossas orações; eu o louvarei por sua bondade. A lembrança do sofrimento de Helen está ainda muito viva para permitir que pense na criança.

Terça-feira, 28 de junho de 1864.

     Deus tenha piedade de mim agora, pois águas profundas rolaram sobre mim. Helen está estendida em seu caixão na salinha de entrada. Deus a levou tão de repente que ando como quem sonha.

1 de julho de 1864.

     Acabo de voltar de um pequeno passeio com Chamberlain. Como está tudo mudado a minha volta de dentro de mim! O Senhor me trouxe aflições, mas preciso manter a calma. Sinto que Ele também me deu sustento para não me deixar vencer. A menos que me curve submissamente sob o golpe, temo tornar-me duro. Meu Deus e Salvador guarde-me, e a minha pequena Helen. Pobre coisinha. Não estou ainda consciente do que tenho que lhe dar além de meu carinho.

     Foi inesperado; contudo alegro-me saber que a morte encontrou minha querida esposa preparada. Ela era tímida, insegura, vagarosa em expressar sua fé em Cristo; entretanto, na hora da provação estava calma e em paz. Quando as três horas da manhã voltei do médico ela me perguntou “como estou? Não esconda nada de mim”. Contei-lhe meus temores. Disse-me: “Ora por mim”, mas acrescentou logo: “Não, eu orarei por mim mesma”. Muito quieta e calma ela orou mais ou menos com essas palavras: ” Senhor Jesus venho a ti, não que eu tenha algum valor, sinto que não tenho. Tenha piedade de mim e receba-me, Senhor Jesus”. Então orei como pude. Logo depois ela disse: ” Acredito que quero ir”. Durante a minha ausência ela disse a Louisa, que chorava: ” Louisa não se preocupa, eu estou pronta”. Abençoa Deus porque na surpresa desse golpe não me deixou sem preciosas palavras de consolo, e testemunho de que seu Salvador estava com ela no vale da morte. “Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos”; Essa passagem na Escritura é muito preciosa para mim, agora mais que nunca. A união de todos os santos em Cristo, e através dele com o Pai, e sua comunhão uns com os outros, são fatos que consolam.

Fonte: Diário de Simonton (1852-1867).

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